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POLITICA E ATUALIDADES

Prorrogado trabalho de comissão que investiga Erenice

A Casa Civil da Presidência da República prorrogou por mais 30 dias os trabalhos da Comissão de Sindicância Investigativa que apura as denúncias de suposto esquema de tráfico de influência envolvendo a ex-ministra-chefe da pasta Erenice Guerra, assessores e familiares. A portaria, assinada pelo ministro interino, Carlos Esteves Lima, foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
No mês passado, reportagem da revista Veja revelou que Israel Guerra, filho de Erenice, faria parte de um esquema de tráfico de influência no governo em troca de pagamento de comissão. Ele teria operado, pelo menos, a concessão de um contrato de R$ 84 milhões para um empresário do setor aéreo com negócios com os Correios. Um servidor que estaria envolvido, Vinícius Castro, foi demitido.
Com o passar dos dias, novas denúncias apontavam que outros parentes de Erenice também estariam envolvidos no esquema, inclusive Saulo Guerra, outro filho dela. No dia 16 de setembro, Erenice pediu demissão.


Privatizações e educação dominam debate entre Dilma e Serra

Em encontro promovido pela emissora Rede TV e pelo jornal "Folha de São Paulo" neste domingo, os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) debateram os temas das privatizações, da educação, da saúde, da infra-estrutura, do emprego e do combate às drogas.

Descriminalização do aborto e religião, temas que vinham dominando as campanhas de ambos os candidatos nos últimos dias, não foram mencionados nenhuma vez.

Dilma trouxe várias vezes o debate para o tema das privatizações. A petista insistiu em discutir a resistência do governo de São Paulo em vender a empresa Gas Brasiliano Distribuidora à Petrobras, enquanto Serra disse que Dilma fez leilões para exploração privada de petróleo. “"Quando eles fazem, não é privatização"”, disse o tucano.

Serra criticou a infra-estrutura brasileira e disse que o país nunca investiu tão pouco em estradas quanto no governo atual. Dilma rebateu dizendo que Serra costuma interromper obras de seus antecessores e que o conhecimento do adversário sobre infra-estrutura é limitado.

Um dos momentos mais quentes do debate foi quando as jornalistas Renata Lo Prete, da “Folha de SP”, e Patricia Zorzan, da Rede TV, questionaram os candidatos sobre dois escândalos políticos: o suposto desvio de R$ 4 milhões da campanha de Serra por Paulo Vieira de Souza, conhecido como “Paulo Preto”, ex-diretor administrativo e financeiro da Dersa, e o caso Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil no governo petista, acusada de participar de esquema de tráfico de influência.

Serra se disse vítima da situação e afirmou que nunca negou que conhecia Paulo Preto, apenas que desconhecia o suposto desvio de dinheiro, e afirmou que isso "é muito diferente de negar “mensalão", referindo-se ao PT. Ainda acrescentou que o apelido do engenheiro é “racista”.

Dilma disse que Erenice errou e que é contra a contratação de parentes para cargos públicos. A petista disse que a Polícia Federal está investigando o caso. “"Ao contrário do PSDB, nós investigamos”", alfinetou.

Saúde e educação
Os candidatos também debateram temas como saúde e educação. Dilma disse que vai consolidar o Sistema Único de Sáude (SUS) e defendeu as policlínicas e as unidades de pronto-atendimento 24h.

Serra disse que o PT copia o que já foi feito no governo FHC, e em São Paulo, durante gestão tucana.

Dilma perguntou a Serra como o estado mais rico do Brasil tem um desempenho tão acanhado em educação, em 16 anos de governo tucano. Serra rebatou dizendo que São Paulo lidera o ranking no ensino fundamental de acordo com o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) do Ministério da Educação e levantou problemas de vazamento de dados no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

A petista disse que Serra não deveria subestimar o povo paulista e criticou a progressão automática, dizendo que 50% da nota paulista no Ideb está baseada nisso.

Os candidatos também discutiram trabalho, e Dilma falou do aumento nos empregos com carteira assinada no governo atual.

Serra disse que “dá a impressão que Dilma está concorrendo ao governo de São Paulo”, por causa das perguntas feitas pela petista sobre programas do governo paulista.

Serra falou sobre o Plano Real, implementado por Itamar Franco e FHC, e disse que Dilma foi contra a iniciativa. A petista pediu direito de resposta por “"ter sido acusada de ser a favor da inflação”". O pedido foi negado pela comissão que julgava as solicitações de resposta durante o programa.

Nas considerações finais, Dilma destacou a diversidade do povo brasileiro e mencionou o presidente Lula pela primeira vez, dizendo que sentia orgulho de participar do governo do "“maior presidente que o país já teve"”. Ainda defendeu a valorização da cultura e o respeito ao aluno e ao professor.

Serra também mencionou a educação, dizendo que veio de uma família pobre e que foi "graças à educação que “cheguei onde cheguei"”. O tucano também pregou a justiça e solidariedade como seus valores e criticou o tratamento do opositor como inimigo.